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Genny

ler...

Tenho por hábito de ir, durante a minha hora de almoço, até à biblioteca municipal. Adoro e sempre gostei de ler. Sinto-me bem no meio dos livros. Quando era estudante nunca escrevia com caneta nos meus livros, mas gostava de fazer apontamentos com lápis. Uma vez emprestei um livro a uma colega e devolveu-mo com imensos apontamentos feitos a caneta. Bolas!! Fiquei furibunda. O livro não era dela, deveria ter um pouco de mais respeito com as coisas dos outros. Mas voltando à biblioteca...gosto realmente de ler...devoro qualquer história que me desperte interesse, não me importa o estilo literário do autor, gosto sim, de ler a história em si. Quando descobri os livros de Paulo Coelho fiquei fascinada e já comprei vários, assim como gosto bastante de ler Miguel Torga e outros mais. Na biblioteca existe uma sala onde os livros estão expostos e tiramos, sem necessitar de ir requisitar. Neste momento tirei um livro de Margarida R. Pinto e vou lendo aos poucos. Acho as histórias dela bastantes leves e agradáveis de ler, perdoem-me o comentário tão simplório. As idas à biblioteca fazem-me bem, porque caminho um pouco, aprendo algo e acima de tudo utilizo um bem público sem ter que gastar o pouco dinheiro do meu magro ordenado. Mas, ele há sempre um mas, sabem o que me desagrada naquele espaço? O diacho do barulho que os funcionários fazem quando saem para o almoço! Saem em grupo, imaginem o barulho dos sapatos na escada (tá, não vão andar de pantufas no serviço, mas se descerem com cuidado não fazem tanto barulho!)  imaginem o barulho da conversa entre eles "tchau até já!..." "bom almoço...ah,ah,ah...Grrr !!! Aquilo é uma biblioteca , supostamente tem que existir SILÊNCIO!!

Mas pronto...gosto de lá estar na mesma, no meio daquelas páginas, no meio daquelas histórias de rir, de amor, de sonhos...

 

receita para o dia a dia...

Numa das minhas pesquisas na net encontrei esta receita que gostava de partilhar convosco. Possivelmente já a conhecem, mas achei-a deveras interessante.

 

Para a massa

* Porção e meia de vontade

* Muito respeito pelos outros

* Carradas de carinho

* Determinação e personalidade q.b.

* Uns pingos de humildade

* Alegria a jorros

Para o recheio

* Sonhos, muitos sonhos

Para o molho

* Realidade envolvida em doçura

Preparação:

Na panela da vida junta todos os ingredientes para a massa. Mexe e remexe até sentir que o que resulta está à tua medida e vai agradar aos outros. Dá-lhe mais uma volta para fazer sobressair a alegria. Recheia-a agora de SONHOS de forma generosa. Deita-lhe por cima o molho com alguma realidade, mas sobretudo com muita doçura.

Serve-se todos os dias a qualquer hora e em quaisquer circunstâncias.

 

Nota final: Para que seja apreciada em toda a sua plenitude é preciso saboreá-la lentamente e com muita, muita alegria.

 

Seríamos mais felizes, não seríamos?...

 

 

as perguntas de uma adolescente...

Olá blog!

Vou escrever mais um bocadito, porque queria partilhar contigo uma conversa que tive com uma adolescente e também porque fiquei um pouco confusa.

Como te deves lembrar, eu já referi que sou mãe e tenho uma relação muito aberta e franca com a minha tesouro. Sabes, comigo não foi assim, os meus já têm uma certa idade e havia assuntos que eram tabu, como por exemplo o assunto sexo.  Sempre pensei que se algum dia tivesse filhos a informação iria ser diferente, mais aberta e sem tabus. Assim o pensei, assim o faço. Um dia destes começa assim a conversa:

- Mãe, podemos falar sobre sexualidade?

- Sim, claro. (Oh, meu Deus, o que é que vem aí? Vamos lá a ver se sei responder)

Apesar de conversar tudo com ela, também é necessário saber conversar com o vocabulário adequado para a respectiva idade. Respondi como sabia e também com o bom senso de qualquer mãe que se preze.

Agora é que vem a minha confusão.

- Sabes eu faço-te estas perguntas, porque sempre me explicaste tudo desde bem pequena e eu disse isso às minhas colegas. Há pelo menos duas  que ficaram muito admiradas, porque as mães delas nem do período lhes falam. Assim, elas perguntam-me e depois eu tento explicar a elas.

Amigo blog, caí para o lado!

Não sou a mãe perfeita, nem para lá caminho, mas nos dias de hoje ainda há necessidade de ouvir isto? As mães destas miúdas devem ser da minha idade, têm acesso a informação, porque não avisar e informar as filhas e filhos? Será que é depois da queda que elas as vão apanhar ou devemos sim evitar que eles caiam? Sinceramente fiquei bastante confusa, porque pensei que esta fase já estava ultrapassada. Eu continuo a achar que não estou errada ao passar toda a informação possível e acima de tudo tentar ajudar no que sei à minha filha. Também sei que apesar de estar informada tudo pode acontecer, mas pelo menos tenho consciência que não a deixei desamparada.

Estás a ver porque fiquei confusa blog? Pelo menos já escrevi um bocadito contigo e relatei as minhas dúvidas depois de uma conversa com uma adolescente.

 

 

 

desafio de duas senhoras hiperactivas

Bem, como as senhoras não param um cadidito, toca a pôr as outras também a mexer, não é?

Mas bem que podiam escolher um desafio mais pequeno, não?!

Aqui vai:

eu quero viver num Mundo melhor

eu tenho uma filha linda

eu acho que vem aí trovoada. O céu assim o indica

eu odeio mentira, hipocrisia e injustiças

eu sinto-me sozinha

eu escuto os outros

eu cheiro a mim

eu imploro por um bom café

eu procuro e nem sempre alcanço

eu arrependo-me de não aproveitar todos os minutos da minha vida

eu amo  a minha filha, o maridolas, os meus pais e família chegadiiinha

eu sinto dor quando vejo maltratarem crianças, idosos e animais

eu importo-me com o meio ambiente

eu não fico na cama sem estar a dormir

eu sinto falta da minha avó

eu sempre lavo as mãos antes de comer

eu acredito demais nas pessoas

eu danço bem

eu canto "muita" mal

eu choro com facilidade, sou mesmo coração manteiga

eu falho a estacionar o carro, sou uma autêntica anedota

eu luto pelo respeito

eu escrevo para expandir a minha solidão e tristeza

eu perco as chaves e os óculos com frequência

eu confundo-me com a etiqueta

eu estou, neste momento, com vontade de ir ao wc (mas está ocupado,ai,ai,ai)

eu fico feliz com os miminhos da minha filha

eu tenho esperança nas crianças do futuro

eu sou bem gordinha

eu não gosto de ver pessoas a cuspir para o chão

eu passo o jogo a todos vocês

Tá respondido e para a próxima, pleeaase, um desafio mais pequeno...

 

 

 

O meu blog em destaque

Qual não foi a minha surpresa quando fui ler os comentários ao meu post "Dia da mãe" e deparei-me com uma mensagem que comunicava que o meu blog estava em destaque.

Eu?!?!

Em destaque?!?!

Garanto-vos, sem qualquer tipo de mentira, que fiquei mesmo surpreendida.

Nunca estive em destaque em lado nenhum e, resumo-me a isto mesmo. Não sou nenhuma estrela, não sou aquela pessoa que até paramos na rua para a apreciar. A única vez que isto acontece é quando atravesso a passadeira (ih, ih, ih). Quando olho para os anos que já passaram pela minha vida, verifico que não tive grande impacto nas pessoas, ou seja, aqueles colegas de escola, que já lá vai à muitos anos, não me procuram e por vezes passo por eles e nem dizem nada. Não tenho muitos amigos, tenho, e também deve acontecer convosco, muita gente conhecida. Noto sim, que as pessoas confiam em mim, sempre gostei de ouvir os outros, mais do que falar. Talvez por isso nunca deixei de ouvir a minha filha e continuo a falar com ela abertamente. Sei que ela tem confiança em mim. Ela e aquelas pessoas que por vezes começam a conversar comigo, sem as conhecer de lado nenhum.

Esta história do destaque trouxe novos comentadores ao meu pequeno mundo, há alguns bastantes interessantes, há quem me aconselha a internar no manicómio e há quem deixou uma palavra de solidão. Continuo aqui sempre que quiserem deixar uma palavra, com ou sem destaque.

Continuo a sentir que não paço de um peão sem nome neste treatro da vida.

Continuo a sentir-me sozinha neste mundo egoísta, neste mundo de consumismo, nesta sociedade de umbigos para dentro.

 

 

Dia da Mãe

Olá blog!

Como já deves ter reparado ontem foi dia da mãe. Também sou mãe. Mãe de uma tesouro que amo mais que tudo na vida. Ela estava muito preocupada com o que me deveria oferecer, mas somente lhe disse que não era preciso nada. Bastavam os miminhos dela. Bastava ser minha filha e dar-me o prazer de ser mãe. Acabou por fazer um postal onde dizia que estava crescida. Sim, está crescida em altura. Sim, eu também tenho a minha altura e a minha idade. Mas nunca há idade para deixar de homenagear a nossa mãe. Oferecemos um ramo de flores à minha mãe e um grande abraço. Continuo a pensar que é na simplicidade que está o valor. E a minha mãe tem muito valor para todos nós. É uma senhora mãe, uma pessoa que nos orienta e sempre pensou primeiro em nós do que nela. Tem muito valor como pessoa, como mãe e como avó. Adoro a minha mãe.

Relativamente à prendinhas alusivas a estes dias, irrita-me profundamente passar em frente de algumas lojas de electrodomésticos e decoração onde fazem uma grande publicidade ao dia da mãe. Bolas, será que neste dia não há uma prenda mais pessoal para oferecer à mãe, ou até um simples abraço e um grande sorriso, do que tachos e panelas para lembrar que a mulher tem que trabalhar?! Ontem não tive nenhum dia especial, ninguém me tirou o trabalho de cima, mas fiquei feliz, porque a minha filha não se esqueceu e logo de manhã eu estava coberta de beijinhos e abraços. São estes pequenos gestos que me fazem feliz por ser mãe.